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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Artista de rua é confundido com louco e levado sedado pelo Samu

Performance de Artista de rua é confundida com surto de loucura e ele é levado sedado pelo Samu sendo obrigado a ficar 8 horas a espera de liberação psiquiátrica.
Contando parece piada ou mais um boato de internet, mas o caso aconteceu na manhã do último sábado com o performer Igor Cavalcante Medina, 26 anos, durante a apresentação do espetáculo ‘Fim’ da programação do 8º Caxias em Movimento divulgada pela Prefeitura de Caxias do Sul.

Igor, que faz parte da Companhia Municipal de Dança, estava sozinho durante a apresentação na Praça da Bandeira quando foi abordado pela Guarda Municipal e pelo Samu. Durante a abordagem ele fazia gestos e movimentos corporais enquanto declamava uma poesia sobre a discriminação social e racial.
“Cheguei no lugar (da apresentação) e a guarda municipal me abordou junto com o Samu. Foram invadindo sem me perguntar nada, já foram chegando. Eu falei que tinha autorização da prefeitura para estar ali, mas não quiseram me escutar. Disseram que eu tinha um surto psicótico. Me amarraram na maca e me colocaram na ambulância. Me deram uma injeção de tranquilizante e fiquei oito horas amarrados no Postão aguardando um psiquiatra atestar que eu estava lúcido”, disse Medina a VEJA.
“Falei que estava no meio de uma apresentação e não quiseram me escutar. Quando me abordaram eu estava declamando um poema. Se tivessem parado para me ouvir, isso não tinha acontecido. Eu não tinha como reagir porque eram cinco pessoas me segurando. Tentei conversar porque não dava conta de reagir. Na ambulância, um deles pressionou o punho cerrado no meu peito para eu ficar sem fôlego e parar de falar” – Fonte- Revista Veja.
Já o diretor da Guarda Municipal, Ivo Rauber, esclareceu que os agentes da GM foram acionados para verificar o que fazia o homem parado na Praça da Bandeira, gesticulando e falando palavras desconexas. Ainda segundo Ivo Rauber, o atendimento foi liderado pela equipe do SAMU, que optou pelo uso de camisa-de-força e sedativos.
— “Em nenhum momento a Guarda foi comunicada que teria algum evento desse feitio (…) Imagina se a gente deixa ele sozinho e acontece um suicídio?”, questionou.
“O que chamou a atenção é que ele usava umas roupas da performance e tinha um arame farpado no pescoço. A equipe tentou falar com ele, mas o bailarino ficava mudo. Olhava para o céu, para cima e para baixo. De repente, começou a soltar frases filosóficas, citava a Somália a todo momento. Os guardas entenderam que poderia ter algum problema de saúde e acionaram o Samu” — resume o diretor.
Assista ao vídeo da reportagem feita pela RBS TV



Em nota, a Prefeitura de Caxias do Sul informou que está apurando as informações e que, a partir desta segunda-feira (30), passará a ouvir os relatos dos envolvidos para “esclarecer a situação e dar os encaminhamentos necessários”.

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