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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Conselho tutelar impede menino de 12 anos de tocar gaita

Conselho tutelar impede menino de 12 anos de tocar gaita e causa grande repercussão na internet devido a grande hipocrisia aparente da decisão.

João Pedro, 12 anos, morador da cidade de Santo Angelo - RS, sempre foi apaixonado por gaita (gaita para os gaúchos, sanfona no Nordeste e de São Paulo e acordeon para os demais localidades, podendo variar), e desde pequeno tem aulas de música e já demostrava um talento nato.

Conselho tutelar impede menino de 12 anos de tocar gaita


Quando seu antigo acordeão quebrou, ele conseguiu comprar outro graças a ajuda de sua mãe, que é costureira e ainda complementa a renda catando latinhas.



Com o novo instrumento, João Pedro decidiu tocar nas ruas de Santo Ângelo e escolheu a fachada de um cinema para seu palco. Estava feliz em tocar para um público diferente todos os dias. Estava feliz em ser admirado e receber elogios e outros agrados humildes, mas de coração.

Mas algumas pessoas resolveram denunciar o pequeno gaiteiro ao conselho tutelar. A conselheira chegou ao local e determinou que o menino deveria sair das ruas, pois estava mendigando, afinal, havia um chapéu no chão para que as pessoas fizessem contribuições voluntárias. Após longa discussão e algumas ameaças de remoção forçada, a mãe decidiu retirar o guri, que chorava copiosamente, do local.

O coordenador do Conselho Tutelar de Santo Ângelo nega que sua colega, a conselheira, tenha determinado a saída do garoto da rua e que tenha havido qualquer situação de constrangimento.  Segundo ele, teria ocorrido apenas uma orientação para cuidados com o sol, para que o menino não ficasse muito tempo com a gaita, considerada pesada, e para que a mãe não solicitasse valores ao público. Jonatã Ferreira disse que a inspeção foi motivada por denúncias da população, de que estaria havendo cobranças de contribuições de quem assistia às apresentações, o que é negado pela mãe. O caso, afirma o conselheiro, será encaminhado à Promotoria de Justiça.



É de se espantar o zelo e o descaso que os conselhos tutelares parecem ter em relação a “preocupação” com a criança e o adolescente. Se por um lado eles impedem que uma criança, por vontade e desejo próprio, toque um instrumento musical por algumas horas na rua aceitando contribuição voluntária dos passantes, por outro não se importam com a os menores que dormem, mendigam, furtam, roubam e se drogam nas ruas.



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