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sábado, 7 de maio de 2016

Brasil usou falso cadeirante para carregar a tocha olímpica?

Será verdade que o Brasil usou falso cadeirante para carregar a tocha olímpica?


A polêmica que gerou muitos comentários maldosos e repulsas ao Comitê Olímpico Brasileiro, aconteceu no dia 04/05/2016 quando um cadeirante que conduzia a tocha olímpica na cidade de Anápolis Goiás, tentou fazer uma manobra para que a cedeira ficasse em apenas uma roda, mas acabou se enroscando no cinto de segurança e tombou da cadeira. Ao tombar ficou nítido que o rapaz não era paraplégico e possuía habilidades motoras nas pernas.


Diante desse inusitado acidente , muitas pessoas, inclusive deficientes físicos, começaram a replicar o vídeo - que pode ser visto logo abaixo-, juntamente com comentários depreciativos, acusando o COB de ter armado uma farsa com um falso cadeirante na condução da tocha olímpica.



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Mas será mesmo que o Brasil usou um falso cadeirante para carregar a tocha olímpica?


A resposta dessa pergunta depende muito do ponto de vista: João Paulo Nascimento, o condutor da tocha Olímpica, não é cadeirante, mas é atleta paraolímpico de basquete porque possui uma deformidade chamada de "geno valgo" ou joelho valgo", que é um posicionamento incorreto dos joelhos fazendo com que eles sejam voltados para dentro, conferindo às pernas um formato em “X”.


geno vagus


Na modalidade de basquete paraolímpico, os atletas possuem limitações motoras e todos devem ficar presos na cadeira de rodas especialmente desenvolvida para o esporte.


É interessante destacar, que devido a grande variedade de limitação motora dos atletas paraolímpicos de basquete, eles recebem uma classificação de acordo com seu grau de limitação físico-motor. Uma escala, de 1 a 4.5, vai categorizar a situação de cada participante – quanto maior a deficiência, menor a pontuação. Ao todo, a pontuação máxima em quadra não pode ultrapassar 14.


Durante o seu dia-a-dia João não usa a cadeira em tempo integral, somente em algumas situações e quando joga basquete. Devido a grande repercussão do episódio, João Paulo postou em sua página do Facebook, um esclarecido e um pedido de compreensão pela sua condição e claro, um pedido para pararem de ficarem xingando ele nas redes sociais




ConcluindoBrasil usou falso cadeirante para carregar a tocha olímpica? Não, na verdade foi usado um representante do basquete paraolímpico em sua cadeira de rodas de uso obrigatório para a modalidade.


O atleta tem todo o direito de carregar a tocha e representar a sua modalidade esportiva e todos os deficientes que superam suas limitações e praticam esportes.


Devemos julgar menos e somente diante de fatos concretos e certezas do que estamos falando: João Paulo Nascimento não merece ser xingado. Merece ser aplaudido!



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