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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Própolis afasta o mosquito da Zika? Mentira!

É verdade que o Própolis afasta o mosquito da Zika?

Em tempos de epidemia, é comum surgirem nas redes sociais compartilhamentos de métodos e remédios milagrosos prometendo combater doenças. Basta uma pessoa dizer que está com algum tipo de doença para logo surgirem inúmeras receitinhas milagrosas que a indústria farmacêutica não quer que você saiba.

Quanto mais natural for o remédio, mais as pessoas acreditam ser eficaz. Para elas, vale a falsa máxima de que se é natural então faz bem, é a cura pela natureza dada por Deus.

Própolis afasta o mosquito da Zika? Mentira!

Receitam panaceias naturais como se fossem a cura divina para todos os males  e não se preocupam com as contra indicações. Muitas vezes nem mesmo testam em si próprio, dizem que o tia, a avó, o vizinha ou a amiga, já teve o problema e se curou milagrosamente.

Própolis afasta o mosquito da Zika?

O texto que se segue nas redes sociais dizendo que o própolis afasta o mosquito da zika pode ser lido logo abaixo

‘Atenção amigos(as)!!! Estou repassando uma sugestão para ajudar a afastar o mosquito causador da dengue, zica e chicungunha. Me pareceu muito coerente. Uma médica do Hospital do Câncer de Barretos SP, dra Lilian, falou que é simples: “Propólis”. Tomando 5 gotas é o suficiente. Ele é expelido pelas glândulas sudoríparas, ou seja, pelo suor e afugenta o mosquitinho. Quem puder repasse para amigos e familiares. É uma solução simples, barata e pode salvar muitas vidas.’(sic)

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Como podemos ver, o boato já avisa que parece ser coerente, significando que quem repassou nem teve o trabalho de testar, assim como milhares de "Maria-vai-com-as-outras" que replicam de imediato o hoax.

O boato de que o própolis espanta o mosquito da zika, nem mesmo é recente. Na verdade o texto original  é de 2007, e era referente á dengue, mas como o mosquito que transmite a dengue é o mesmo que transmite a zika, bastou trocar dengue por zika e ficou tudo certo. Só que não.

Naquela época de 2007/2008, o texto foi atribuído a UNICAMP que tratou de desmentir.
Aviso sobre notícia do uso de própolis contra dengue

Atualmente circula na internet um e-mail que remete a esta página com uma reportagem sobre o uso de própolis no combate à dengue e à malária. Apesar da página ter hospedado a notícia, é importante salientar que a pesquisa tratada nela não se refere a nenhum trabalho feito na Unicamp. Por isso, a universidade não atesta a veracidade do sugerido e recomenda cuidado na divulgação da informação, uma vez que esta pode levar ao incentivo à automedicação.

A notícia foi retirada do ar para evitar quaisquer equívocos.

Atenciosamente,

Agência de Inovação Inova Unicamp

Mas de quem foi feita essa pesquisa não comprovada? O autor seria um pesquisador de Florianópolis não identificado no texto

Textos que circularam na época, diziam que a falta de divulgação do uso do própolis para espantar o mosquito da dengue, se devia ao fato da própolis ser barata, não enriquecer ninguém, as indústrias farmacêuticas ganharem fortunas com remédios para amenizar os sintomas da dengue, e a Johnson ganhar fortunas vendendo o Off, que é repelente de insetos.

Nesses mesmos textos mostravam  um tutorial ensinando como usar o própolis para espantar o mosquito, elaborado pelo biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis ( seria ele o tal pesquisador?)

Agora o interessante, Gilvan Barbosa além de biólogo, também é apicultor, cuida de colmeias de abelhas e tem interesse evidente na industria do mel e do própolis. Fonte nem um pouco isenta.

Ao menos o Sr. Gilvan teve a decência de alertar para as pessoas não esquecerem de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico a ela. Alerta aliás que o boato na internet não explica na sua versão atual sobre a zika.

Mitos do Própolis:

Na cultura popular, existem vários mitos sobre o própolis. É descrito como remédio milagreiro, solução para os mais diversos tipos de enfermidades, como queimaduras, infecções, cortes, até problemas de pressão e cardíacos.


O principal erro da literatura informal e de fontes sem embasamento teórico é a generalização. São vários os tipos de própolis existentes na natureza, ao contrário do que se acredita popularmente, e cada um tem diferentes propriedades. “Acham que própolis é uma coisa só, mas só no Brasil são mais de 13 tipos. Própolis é uma resina vegetal coletada pelas abelhas. Em cada lugar essa resina é diferente, por isso mudam os seus compostos”.

Chamada popularmente de antibiótico natural, a própolis carrega em seus compostos fenólicos e derivados uma vantagem real se comparada aos remédios industriais. Os antibióticos produzidos em um laboratório têm, geralmente, um princípio ativo restrito. As bactérias sobreviventes a ele criam novas espécies resistentes, tornando o remédio ineficaz. A complexidade química da composição da própolis impede, de fato, a criação de bactérias resistentes à sua ação – são vários agentes e compostos, de várias origens, que atacam um mesmo causador da doença.

Nesse ponto, a cultura popular mostrou-se correta, mas, em virtude de acertos não embasados, como esse, criam-se várias lendas em torno do assunto. Para desmistificá-las, é prudente consultar pesquisadores e especialistas no assunto, principalmente antes de automedicações sem acompanhamento. - Eco em Debate -

Concluindo. É um mito criado cultura popular dizer que o própolis afasta o mosquito da zika ou qualquer outro mosquito. O própolis também não combate o virus da zika, ele é bactericida e bactérias não são vírus.

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