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sábado, 30 de janeiro de 2016

Mosquito Aedes aegypti agora causa paralisia muscular: Miosite

Mosquito Aedes aegypti agora causa paralisia muscular:


Se já existia um certo pânico na população com o Zika vírus gerando crianças com microcefalia, a coisa pode ficar ainda pior com a confirmação de que o mosquiro Aedes aegypit agora causa paralisia muscular, feita pelo Hospital da Restauração em Recife, do primeiro caso de miosite aguda causada pelo vírus da chikungunya, também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.


A miosite ataca os músculos, causa dores, convulsões, paralisia de partes do rosto, dos braços, das pernas e do aparelho respiratório.


Mosquito Aedes aegypti agora causa paralisia muscular: Miosite


O caso de miosite causado pelo chikungunya foi registrado em Danielle Marques de Santana, 17 anos. Com sintomas que poderiam ser de dengue, chikungunya ou zika, Danielle buscou primeiramente o hospital do município de Pesqueira, próximo da aldeia onde mora.


Com a evolução do quadro, ela foi transferida para um hospital de Caruaru, no interior de Pernambuco. Em seguida, quando chegou ao Hospital da Restauração, referência em neurologia, já estava em estado grave, e passou oito dias internada na unidade de terapia intensiva (UTI).


 Infelizmente ela não resistiu e morreu no dia 6 de Janeiro e somente agora foi revelado ao público.


De acordo com a equipe médica, foram feitos todos os exames necessários para que pudesse ser confirmado a relação entre a miosite de Danielle e o virus chikungunya.


Esse é o 3º caso no mundo em que foi registrada essa relação. Anteriormente só tiveram casos na índia, em 2012 e 2013. É cedo para se dizer que estamos diante de um quadro de epidemia, afinal, mal sabem ainda porque o chikungunya evolui para a miosite. Acredita-se que sejam fatores genéticos e baixa imunidade da paciente falecida.


O infectologista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical Dalcy Albuquerque explica que a miosite é uma grande inflamação nos músculos, que pode ser uma reação autoimune do organismo a alguns tipos de vírus e bactérias. “Quando a pessoa está doente  produz anticorpos para destruir o vírus ou bactéria. Só que em alguns casos os anticorpos continuam agindo,e o ataque é contra o próprio organismo. No caso da miosite, atinge os músculos, e na Síndrome de Guillain Barré, ataca a bainha dos nervos”, explicou o especialista.


Albuquerque ressalta que esse tipo de reação não acontece na fase aguda da doença, e sim duas ou três semanas depois que a infecção foi debelada. Segundo o especialista, o quadro de miosite começa com dor e fraqueza muscular. A pessoa vai perdendo os movimentos e fica predisposta a infecções.


Apesar do virus chikungunya não ter atacado tanta gente como nos casos de Zika e dengue, vale lembrar que tem aumentado cada vez mais. So nos primeiros 15 dias de Janeiro foram registrados somente em Pernambuco 701 casos.






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